Criamos  e, diariamente, recriamos a Leninha para entender corpos. Corpos sempre vistos como um enigma: a menstruação como gatilho para alienação mental; a maternidade associada a loucura, solidão; a sexualidade compondo a doença da histeria; corpos aprisionados aos quais não se é permitido viver livremente.

O que queremos ainda não existe. Por muito tempo, não podíamos olhar, ler, falar, sentir, amar, trabalhar, gerar. A transformação também passa por essa mudança da concepção de nós mesmas, pelo processo de assumir nossos corpos, pelo fortalecimento da ideia de quem somos, honrando nossos anseios e desejos. 

A Leninha surge como a metáfora de todas, cumprindo a tarefa de representação e equidade. Não queremos um mundo só de mulheres, mas construímos todos os dias um mundo com as mulheres inseridas, fundamentais, pulsantes, vitais e vivas.

Em nossas campanhas, convidamos mulheres que não são modelos profissionais para fundirem suas histórias com as nossas peças. O resultado desses encontros é uma atmosfera real, de trocas, transmitindo de forma mais crua nossa essência. Fazemos experimentações estéticas, trazendo para o campo do belo tudo que não se encaixa no padrão imposto. 

No universo das roupas de baixo, a modelagem é nosso ponto de partida para chegar ao caimento perfeito. Todas as nossas peças são pensadas, cortadas e costuradas em seis tamanhos, vestindo mulheres do 36 ao 54. Nos tamanhos maiores, fazemos pequenas adaptações para garantir a sustentação e conforto sem mudar a essência e a modelagem da peça. 

A Leninha é o apelido da avó de uma das fundadoras da marca. Desde criança, ela acompanha o desfile de camisolas da avó nas noites de férias no Rio de Janeiro. A avó animada, moderna e com camisolas elegantes é a primeira inspiração da marca, que gostaria que todas as mulheres usassem roupas de baixo como a vovó Leninha: para elas mesmas.